sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SEM NOME 15/09/2007

  
   Eis que corre pelo rosto
o gosto horrendo da perda do órgão maior bombeador de vida.
Me foi embora o coração.
O gosto amargo é comparado ao seu inverso,
o doce puro do amor que já nos pertenceu.
Não se aprecia o doce com merecida atenção
ate que já se tenha experimentado o amargo
para experimentar o seu ardor.

  Estranho é amargar a perda
de um amor que nunca te pertenceu.
Saber que você me quer,
mesmo assim não me pode,
não me agora,
não me deixa!


  Isso sim é estranho
Isso é o que me deixa,
me força
me mostra que posso sim,
Manter minha bandeira erguida no topo de mastro
para que sem estardalhaço,
tome pra mim o leme desse barco.
Ah, deixa que isso eu faço.
É tudo culpa das nossas entranhas
que suplicam pelo “você” gemendo em agonia.
É o que acontece quando nos é arrancada a alegria.

   O amor é tão triste, o nosso.
Onde será que nossos passos sozinhos nos levam?
Ah! Me diz o que aconteceu com nosso destino?
Atrasado o filho da puta, ou chegou cedo demais?
Desmerecidos os nossos corações dessa ferida profunda, eu sei.

   Espero que ainda hoje
e por muito mais tempo
possamos ainda nos ouvir suplicar ao vento
pra nos trazer aqui.
E te chamo, te busco, te quero
Sem cansar de repetir:


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